Até o ônibus novo de R$ 1,5 milhão usado no transporte de pacientes exige limpeza pesada após viagens, diz coordenador
Veículos da Saúde de Andradina que transportam pacientes para atendimentos fora do município retornam das viagens, em alguns casos, com restos de alimentos, embalagens e bebidas deixados pelos passageiros. O relato é do coordenador do transporte de pacientes da Secretaria Municipal de Saúde, Rodrigo Gatti, que chama atenção para a necessidade de conservação dos veículos utilizados diariamente no serviço.
Segundo Gatti, o problema não se restringe aos ônibus. Vans e carros também são encontrados pelos motoristas após as viagens com resíduos deixados pelos passageiros e se degradam dia a dia. “Semanas atrás tinha um cheiro forte em uma das vans. O motorista foi procurar e viu que era uma marmita deixada por paciente embaixo de um banco”, relatou o coordenador.
De acordo com ele, durante os deslocamentos alguns passageiros fazem refeições dentro dos veículos, consumindo salgados, pastéis, lanches e refrigerantes. Parte dos alimentos e bebidas acaba sendo derrubada ou deixada no interior dos veículos. A má utilização também deixam pequenos danos dia após dia.
“Infelizmente as pessoas fazem turismo, comem salgadinhos, pastéis, lanche, derrubam refrigerante e o motorista não pode falar nada porque eles não aceitam”, afirmou Gatti.
A situação, segundo o coordenador, transfere aos motoristas uma tarefa adicional depois de viagens que, em alguns casos, são longas. Ao retornar a Andradina, eles precisam varrer e tentar higienizar os veículos antes que sejam utilizados novamente no dia seguinte. “Depois que chegam aqui em Andradina, os motoristas, mesmo após longas viagens, ainda têm que ficar varrendo e tentando limpar os veículos para o uso no outro dia”, disse.
Gatti afirma que a mesma situação é observada nos automóveis utilizados no transporte de pacientes. Entre os objetos encontrados estão garrafas deixadas nas portas, sacos e pacotes de biscoitos.
O caso ganha destaque porque parte da frota destinada ao transporte de pacientes é composta por veículos novos. Um dos ônibus utilizados pelo município acaba de ser adquirido zero quilômetro por cerca de R$ 1,5 milhão, em uma parceria que contou com emendas impositivas destinadas pelos vereadores Edgar Dourado, André Lopes, Eloá Pessoa e Alan Marcelino.
A preservação dos veículos é necessária não apenas para manter as condições de higiene, mas também para prolongar a vida útil de uma frota que representa investimento público e é utilizada para garantir o deslocamento de moradores que precisam realizar consultas, exames e tratamentos em outras cidades.
O relato do coordenador coloca em discussão também a responsabilidade dos usuários sobre a conservação do patrimônio público. Para a administração, manter os veículos limpos depende de uma rotina de higienização, mas também da colaboração dos passageiros durante as viagens.