Andradina celebra o Janeiro Roxo com melhorias no atendimento. O Ambulatório de Hanseníase do município de Andradina passou por um processo de reformulação ao longo de 2025, com a reforma de sua estrutura física e a aquisição de novos equipamentos e mobiliários. As melhorias tiveram como objetivo fortalecer a qualidade da assistência prestada aos pacientes atendidos pelo serviço.
Segundo a secretária de Saúde de Andradina, Maristela Marinho, o “Janeiro Roxo” é o mês de conscientização sobre a hanseníase — uma doença que tem cura, mas que ainda é diagnosticada tardiamente em muitos casos. Isso acontece porque seus primeiros sintomas costumam ser discretos e se confundem com situações comuns do dia a dia. “A campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia convida a população a olhar com mais atenção para o próprio corpo, incentivar a investigação precoce e ampliar o acesso à informação de qualidade. Falar sobre hanseníase é uma forma de cuidar, prevenir sequelas e reduzir o estigma que ainda cerca a doença”, explica.
Durante o período de obras, a equipe também foi reestruturada por meio da adequação de recursos humanos provenientes de concurso público. Os profissionais passaram por capacitação e especialização em um Centro de Referência do Ministério da Saúde, o Instituto Lauro de Souza Lima, localizado em Bauru, assegurando maior qualificação técnica para os atendimentos oferecidos à população.
Entre 2024 e 2025, o ambulatório registrou a inserção de 62 novos casos de hanseníase para início de tratamento ambulatorial. Desses, 27 pacientes permanecem em acompanhamento, tendo recebido atendimento contínuo, sem interrupções, mesmo durante o período de reforma da unidade. Em 2024, foram realizadas 637 consultas, enquanto em 2025 o número chegou a 350 atendimentos.
O Ambulatório de Hanseníase funciona no prédio da UBS III e conta diariamente com equipe composta por médico e enfermeiro, no horário das 7h às 16h. O serviço realiza a investigação diagnóstica de casos novos por meio de consultas médicas e de enfermagem especializadas, além de exames complementares, como baciloscopia e biópsia de pele.
Após o diagnóstico, os pacientes recebem tratamento específico supervisionado e seguimento ambulatorial contínuo. Também é realizada a investigação dos contatos domiciliares, medida fundamental para o controle e a prevenção da hanseníase no município.